O Botafogo está projetando a temporada de 2026 com a mesma perspectiva que adotou ao encarar 2025, após conquistar títulos significativos e necessitar reiniciar um trabalho. Com a saída de Davide Ancelotti ao final do ano, a SAF foi forçada a reestruturar seus planos, sem margem para atrasos, já que o Campeonato Brasileiro começará em 28 de janeiro.
➡️ Botafogo não avança nas negociações com Guanaes após recusa do estafe.
No ano anterior, Artur Jorge, após conquistar a Libertadores e o Brasileirão, aceitou uma proposta do futebol catariano, abandonando o projeto liderado por John Textor. O novo treinador, Renato Paiva, só foi contratado no final de fevereiro, o que resultou na perda de títulos que a torcida esperava comemorar.
Nesse intervalo sem um técnico definido, o Botafogo teve sua pior performance no Campeonato Carioca, terminando em nono lugar, além de perder a Supercopa do Rei para o Flamengo e a Recopa Sul-Americana para o Racing-ARG. A pressão aumentou após Textor afirmar que a temporada “só começaria em abril”.
John Textor já manifestou a intenção de não prolongar o processo de escolha como aconteceu em 2025. A fase de análises já foi iniciada com o apoio do departamento de futebol, e o empresário, dono da SAF, deve começar as entrevistas — seguindo seu padrão de gestão — com profissionais que se encaixem no perfil de jogo definido na próxima semana.
Até o momento, o Glorioso recebeu uma negativa do estafe de Rafael Guanaes, técnico do Mirassol, que não chegou a abrir diálogos. Nomes europeus, que sempre são a preferência de Textor, também estão sendo considerados.
Após desligar Davide Ancelotti, o Botafogo iniciou a busca por um novo treinador. A diretoria de futebol percebeu que mudanças na preparação física eram necessárias e cogitou a demissão do preparador Luca Guerra. Internamente, a avaliação é que o trabalho dele impactou diretamente no elevado número de lesões musculares ao longo da temporada, além de um desgaste físico acentuado do elenco na reta final do Campeonato Brasileiro.
A principal razão para a saída do treinador italiano foi a discordância em relação à decisão da diretoria da SAF de demitir Luca Guerra, que fazia parte de sua comissão técnica desde sua chegada ao clube.