Nos últimos 15 anos, o Atlético experimentou um total de 695 lesões de jogadores, mas conseguiu quase cortar esse número pela metade nas últimas oito temporadas. Essas informações foram apresentadas pelo Dr. Rodrigo Lasmar, chefe do departamento médico do clube.
Os dados sobre lesões começaram a ser compilados em 2011, quando o time enfrentou 70 problemas médicos, um dos anos mais críticos até o momento, superado apenas em 2016, com 75 lesões, resultando em uma média de uma por partida. O ano com menor incidência foi 2020, que registrou apenas 21 lesões.
Comparando os períodos de 2011 a 2017 e de 2018 a 2025, percebe-se uma redução significativa de quase 50% nas lesões. No primeiro intervalo, contabilizaram-se 417 lesões, enquanto no segundo foram apenas 278, representando uma diminuição de 42%. É importante notar que, durante o primeiro período, o Atlético jogou 468 partidas, enquanto no segundo foram 550, ou seja, mais jogos e menos lesões.
Lesões de 2011-2017 (468 jogos): 417 lesões – média de 60 por temporada
Lesões de 2018-2025 (550 jogos): 278 lesões – média de 35 por temporada
As lesões musculares são as mais frequentes no futebol, e no Atlético não é diferente. Esse tipo de lesão, que normalmente ocorre em sprints, chutes ou mudanças rápidas de direção, representou 58,7% das 695 ocorrências. Além disso, 15,4% foram relacionadas ao tornozelo e 14,9% ao joelho. Os 11% restantes incluem lesões em outras áreas, como ombro e tórax.
O ano de 2016, que teve o maior número de lesões, também registrou a maior quantidade de problemas musculares (43), enquanto 2011 acumulou o maior número de lesões no tornozelo (14) e joelho (13). Em contraste, 2020, o ano com menos lesões, também apresentou os menores índices para cada tipo (15 musculares, 1 tornozelo e 1 joelho).
Na temporada de 2025, o Atlético encerrou o ano com 37 lesões, número inferior ao das duas temporadas anteriores (46 em 2024 e 40 em 2023). Desse total, 20 foram lesões musculares, 7 de tornozelo, 6 de joelho e 4 de outras naturezas.
Atualmente, o Galo conta com três jogadores em tratamento, sendo que a recuperação rápida de Cuello ajudou. Os atletas são: Jr. Santos (ruptura dos tendões na região púbica), Patrick (lesão no músculo posterior da coxa) e Lyanco (ruptura do tendão de Aquiles). A previsão é que Jr. Santos retorne aos gramados em janeiro.
695 lesões (46,3 por ano)
58,7% musculares
15% de joelho
15,5% de tornozelo
11% de outras
Ano com mais lesões: 2016 – 75 lesões em 75 jogos
Ano com menos lesões: 2021 – 21 lesões em 57 jogos