O governo federal planeja alocar R$ 1,8 bilhão em recursos públicos para o desenvolvimento de aeroportos regionais nos próximos dois anos. O Ministério de Portos e Aeroportos apresentou a proposta esta semana, que abrange 34 projetos em 31 terminais, distribuídos por 16 estados do Brasil.
Os investimentos serão utilizados para a expansão, modernização e melhoria da infraestrutura aeroportuária. Do montante total, R$ 531 milhões estarão destinados a iniciativas já em fase avançada, permitindo a execução imediata de obras e a compra de equipamentos por meio de acordos com estados e municípios.
Entre os aeroportos que receberão esses recursos estão os de Barra do Corda, Bacabal e Santa Inês (MA), Picos (PI), Ilhéus e Teixeira de Freitas (BA), Varginha (MG), Rio Claro/Piracicaba (SP, novo aeroporto), Cascavel (PR), Barra do Garças (MT), Guajará-Mirim (RO), Parintins (AM), Carauari (AM, dois projetos) e Rorainópolis (RR, novo aeroporto).
Uma segunda fase do projeto contempla o desenvolvimento de estudos e a obtenção de licenças ambientais, com início previsto para 2026, contando com um investimento estimado de mais de R$ 1 bilhão para futuras obras. Esta etapa inclui aeroportos como Chapecó (SC), Angra dos Reis e Campos dos Goytacazes (RJ), além de localidades em Minas Gerais, Bahia, Ceará e Pará.
A terceira fase foca em empreendimentos em áreas remotas e na Amazônia Legal, com um investimento esperado de R$ 250 milhões para quatro aeroportos, visando acelerar as entregas em regiões estratégicas para a integração nacional, com o suporte do Comando da Aeronáutica.
O ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, destacou que essa nova carteira de investimentos reforça a política de integração regional. “Tratamos de investimentos estruturais que aumentam a presença do Estado, geram empregos, fortalecem a economia local e asseguram que o transporte aéreo chegue a quem realmente necessita. A aviação regional é essencial para reduzir desigualdades e promover a integração do Brasil”, afirmou.
Além das obras, o Ministério de Portos e Aeroportos, através da Secretaria Nacional de Aviação Civil, dará continuidade a estudos técnicos. Estão programadas análises de viabilidade para 22 aeroportos, avaliações de pavimentação em outros 17 e a identificação de nove novos aeroportos regionais em seis estados.
A atuação do governo federal em relação aos aeroportos regionais se divide em duas abordagens: a inclusão de terminais no programa AmpliAR, que integra aeroportos a contratos de concessão existentes, e os investimentos públicos por meio do Novo PAC, com repasses do Fundo Nacional de Aviação Civil (Fnac). Essas estratégias são complementares e podem ser implementadas de forma sequencial ou simultânea, permitindo que os aeroportos que recebem investimentos públicos sejam, a qualquer momento, integrados ao AmpliAR para serem administrados pela iniciativa privada.