A Inpasa, a principal produtora de biocombustíveis do Brasil, anunciou um investimento significativo de R$ 3,48 bilhões em Mato Grosso. Este montante será utilizado para a construção de uma nova planta em Rondonópolis e para a expansão da biorrefinaria localizada em Nova Mutum.
No ano passado, a empresa alcançou um faturamento próximo a R$ 15 bilhões e já possui nove biorrefinarias, sendo três delas no estado de Mato Grosso. A nova unidade em Rondonópolis está programada para ser inaugurada no primeiro trimestre de 2027 e terá a capacidade de processar 2 milhões de toneladas de grãos anualmente. Isso resultará em uma produção de 1 bilhão de litros de etanol e 490 mil toneladas de DDGS, um subproduto do milho utilizado na alimentação animal. Além disso, a planta gerará 47 mil toneladas de óleo vegetal e 345 mil GWh de energia elétrica.
Em relação à ampliação em Nova Mutum, a Inpasa fará um investimento de R$ 704 milhões, aumentando a capacidade anual de processamento em 1 milhão de toneladas de grãos, totalizando 3 milhões de toneladas. A produção adicional será de 350 milhões de litros de etanol, elevando o total para 1,4 bilhão de litros, além de 183 mil toneladas de DDGS. A conclusão das obras está prevista para o final de 2026.
Vale lembrar que a Inpasa havia anunciado projetos semelhantes em agosto, em parceria com a Amaggi, mas que não se concretizaram. O presidente da Inpasa, Éder Odvar Lopes, comentou: “A nova unidade em Rondonópolis e a expansão em Nova Mutum reforçam nossa estratégia de integrar agricultura, energia e indústria, aumentando a disponibilidade de biocombustíveis e coprodutos de alto valor agregado.”
Esses novos investimentos se somam a outros dois já anunciados: uma usina em Luís Eduardo Magalhães (BA), com inauguração prevista para o primeiro trimestre de 2026, e outra em Rio Verde (GO), anunciada em outubro deste ano, que contará com um investimento de R$ 2,5 bilhões e previsão de conclusão para o primeiro trimestre de 2027. Com esses quatro projetos, a capacidade de produção da Inpasa aumentará em 50%, alcançando um total de 8,6 bilhões de litros por ano.