Em decorrência da nova etapa da Operação Sem Desconto, que investiga um esquema de descontos ilegais em aposentadorias e pensões, o ministro da Previdência Social, Wolney Queiroz (PDT-PE), decidiu exonerar Adroaldo Portal, o secretário-executivo do ministério e considerado a segunda autoridade na hierarquia do órgão. Adroaldo foi detido pela Polícia Federal nesta quinta-feira (18/12).
As fraudes envolvendo o Instituto Nacional de Seguro Social (INSS) foram inicialmente expostas por uma série de reportagens do Metrópoles. Felipe Cavalcante e Silva, procurador-federal e atual consultor jurídico do ministério, assumirá a função de secretário-executivo em substituição a Adroaldo, que permanecerá em prisão preventiva.
Em comunicado à imprensa, o ministro Wolney Queiroz declarou que tomou a decisão de exonerar Adroaldo “depois de conhecer o conteúdo das acusações que vieram à tona com a operação da Polícia Federal desta quinta-feira.”
Na operação, a Polícia Federal também deteve Romeu Antunes, filho de Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”, que é apontado como um dos principais responsáveis pelo esquema, além de Eric Fidelis, filho do ex-diretor de Benefícios do INSS, André Fidelis, que já havia sido preso em uma fase anterior da operação.
O senador Weverton Rocha (PDT-MA), vice-líder do governo Lula no Senado, teve sua residência alvo de buscas pela PF.
Ao todo, estão sendo executados 52 mandados de busca e apreensão, 16 mandados de prisão preventiva e outras medidas cautelares nesta quinta-feira, abrangendo os estados de São Paulo, Paraíba, Rio Grande do Norte, Pernambuco, Minas Gerais, Maranhão e o Distrito Federal. A operação é realizada em parceria entre a Polícia Federal e a Controladoria-Geral da União (CGU).