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Motivos pelos quais algumas pessoas são infectadas pela dengue sem apresentar sintomas, conforme nova pesquisa

1 de 1 Dengue é transmitida principalmente pela picada do mosquito Aedes aegypti — Foto: Fabio Rodrigues/g1

A infecção pelo vírus da dengue nem sempre resulta em febre, dor ou necessidade de internação. Um recente estudo internacional oferece novas explicações para esse fenômeno.
Os pesquisadores descobriram que indivíduos infectados pelo vírus da dengue que não desenvolvem sintomas ativam diferentes mecanismos imunológicos, possivelmente mais eficazes, em comparação àqueles que ficam doentes.
O estudo, conduzido por cientistas da Mahidol University, na Tailândia, em colaboração com a Universidade de Cambridge, no Reino Unido, analisou as células do sistema imunológico de pessoas com infecção assintomática, dengue clássica e dengue hemorrágica. Os resultados foram publicados na revista científica “Science Translational Medicine”.
A dengue afeta aproximadamente 390 milhões de pessoas anualmente no mundo, especialmente em nações tropicais. Compreender por que apenas uma fração das pessoas apresenta sintomas graves é um dos principais desafios na pesquisa sobre essa doença.
Evidências de uma imunidade celular mais robusta
Através da análise de células sanguíneas por meio de transcriptômica de célula única, os pesquisadores notaram que os indivíduos assintomáticos possuem maior ativação de linfócitos T CD8, que são responsáveis pela eliminação de células infectadas, além de perfis específicos de células natural killer (NK), que desempenham um papel crucial na resposta antiviral inicial.
Os pesquisadores também observaram que essas pessoas demonstram sinais de um processamento mais eficiente dos antígenos virais, um passo essencial para que o sistema imunológico identifique e combata o vírus de forma rápida.
“Essas descobertas indicam que respostas celulares robustas podem estar ligadas a uma proteção natural contra os sintomas da dengue”, afirmam os autores nas conclusões do estudo.
Respostas baseadas em anticorpos nos casos mais severos
Por outro lado, entre os pacientes que apresentam sintomas de dengue, especialmente nos casos mais graves, os cientistas identificaram padrões associados à entrada do vírus mediada por anticorpos e à proliferação de plasmablastos responsáveis pela produção de imunoglobulinas, em conjunto com a ação da citocina IL-10, que é conhecida por regular respostas inflamatórias.
Esse tipo de resposta pode contribuir para uma inflamação excessiva e está alinhado a teorias já abordadas na literatura sobre os mecanismos que levam à dengue grave.
Acompanhamento a longo prazo
Além da análise inicial, o estudo monitorou pacientes sintomáticos por até dois meses, permitindo observar a evolução da resposta imunológica desde a fase aguda até a recuperação. Os dados revelaram mudanças dinâmicas na ativação das células imunes, reforçando que o resultado clínico da dengue não depende de um único fator.
Metodologia: pontos fortes e limitações
Os pesquisadores realizaram análises de célula única em células mononucleares do sangue periférico (PBMCs), combinando dados genéticos, imunológicos e clínicos. Entre as vantagens estão o alto nível de detalhamento celular e o acompanhamento longitudinal de alguns pacientes.
Como ressalva, os autores mencionam a dificuldade em recrutar indivíduos assintomáticos e o caráter observacional do estudo, o que impede a afirmação de causalidade. Contudo, a pesquisa fornece um panorama detalhado das respostas imunes associadas à proteção e à gravidade da dengue.
Implicações práticas
Os achados podem auxiliar no desenvolvimento de vacinas e estratégias terapêuticas que incentivem respostas imunológicas semelhantes àquelas observadas em pessoas que estão naturalmente protegidas contra os sintomas da dengue.

Darwin Andrade – Jornalista do JMV News
Jornalista

Darwin Andrade