Na última quarta-feira (17), o presidente norte-americano, Donald Trump, realizou um discurso em horário nobre na Casa Branca, onde fez um balanço sobre o primeiro ano de seu segundo mandato, com ênfase na economia e nas questões de imigração.
Esse pronunciamento ocorre em um contexto de desgaste governamental, evidenciado por pesquisas que revelam um crescente descontentamento popular, especialmente em relação à situação econômica do país.
Durante sua fala, Trump criticou a administração de seu antecessor, Joe Biden, enquanto defendia suas próprias políticas. Ele afirmou ter “controlado a imigração ilegal” e alegou que nações estrangeiras enviavam drogas e criminosos para os Estados Unidos, além de mencionar brevemente uma operação militar voltada ao combate ao tráfico internacional de drogas.
O presidente reiterou que conseguiu “encerrar oito guerras”, uma afirmação contestada por especialistas, e mencionou o cessar-fogo na Faixa de Gaza, mas evitou abordar o conflito na Ucrânia. Em relação à imigração, Trump declarou que seu governo “determinou o fim da grande invasão” nas fronteiras, argumentando que milhões de imigrantes teriam recebido benefícios durante a gestão anterior, pagos pelos cidadãos americanos, e acusou esses estrangeiros de tomarem empregos dos nativos.
Voltando-se ao eleitorado preocupado com a economia, Trump afirmou que a inflação está sob controle, assegurando que os preços estão diminuindo e que o governo está empenhado em reduzir os custos dos alimentos. Além disso, ele disse estar pressionando as indústrias farmacêuticas e as empresas de seguro saúde para corte de preços nos medicamentos. Ele previu um crescimento econômico “impressionante” para 2026, com salários superando a inflação.
Em outro trecho, Trump anunciou um bônus para os militares, informando que cada membro das Forças Armadas receberá US$ 1.776, um pagamento que ele chamou de “dividendo dos guerreiros”, com depósitos programados para antes do Natal.
Para encerrar, o presidente afirmou que os Estados Unidos recuperaram o respeito internacional e reiterou o lema “America First”, prometendo “fazer a América grande novamente”.
Antecipando a crise de popularidade, a imprensa americana já havia informado que Trump utilizaria o discurso para alegar ter “herdado um desastre” da gestão anterior e justificar seu primeiro ano de governo, com a intenção de transmitir a mensagem de que “o melhor está por vir”.
Pesquisas recentes indicam um descontentamento generalizado entre a população, especialmente com a economia. Um levantamento da Reuters/Ipsos, divulgado na terça-feira (16), revelou que 59% dos eleitores desaprovam a administração de Trump. Diante da alta rejeição, o Partido Republicano expressa preocupações com o panorama eleitoral, com as eleições legislativas de 2026 se aproximando, nas quais será renovada toda a Câmara e um terço do Senado, e o governo teme perder o controle do Legislativo.