Nick Reiner, acusado de assassinar seus pais, o cineasta Rob Reiner e a fotógrafa Michele Reiner Singer, enfrentava dificuldades nas relações familiares.
A dinâmica entre Nick e os membros da família Reiner era marcada por tensões e conflitos. Segundo uma fonte da revista Us Weekly, “Rob e Michele se esforçaram ao máximo para apoiá-lo. Desde a infância, buscaram ajuda, mas isso resultou em um ciclo de tratamentos, expulsões e retornos para casa.”
Sua relação com os irmãos, Jake e Romy Reiner, também era complexa. Romy, que o descreveu como “melhor amigo” em uma entrevista à The Hollywood Reporter em 2016, sentia-se “traumatizada” pelo comportamento do irmão. “Ela sempre teve uma ligação forte com os pais, e ver o sofrimento constante deles por causa de Nick impactou muito não apenas ela, mas toda a família.”
Em 2018, durante um podcast, Nick relatou ter destruído a casa de hóspedes de seus pais sob efeito de drogas. Ele admitiu: “Acho que tinha usado cocaína e outras substâncias. Fiquei acordado por dias, quebrando coisas. Comecei pela TV e continuei com o abajur. Tudo ficou em ruínas.”
Pessoas próximas à família comentaram que, embora o crime tenha sido chocante, não foi inesperado. “Não era uma questão de ‘se’, mas de ‘quando’ algo trágico aconteceria”, afirmou uma fonte. Rob e Michele sempre foram transparentes sobre suas dificuldades com Nick, e aqueles que conviviam com a família percebiam o impacto disso. “Todos que os conheciam e os amavam estão sofrendo agora, pois essa situação nunca foi segredo”, acrescentou a fonte à Us Weekly.
Uma instrutora de ioga que trabalhou com a família, Alanna Zabel, descreveu Nick como “egocêntrico” e com “sérios problemas de comportamento”. “Ele frequentemente interrompia as sessões, gritando como se o mundo estivesse em chamas, por cerca de 20 minutos.” Zabel publicou um livro, com a autorização da família, sobre um menino agitado chamado “Nicky”, mas os Reiner não participaram da divulgação por recomendação de sua terapeuta.
Em 2016, em uma entrevista à People, Nick falou sobre sua luta contra a dependência química, revelando que começou a usar drogas na adolescência e foi internado em centros de reabilitação a partir dos 15 anos. Sua situação deteriorou-se a ponto de ele viver nas ruas. Na ocasião, ele estava em recuperação e havia lançado o filme “Being Charlie”, que era parcialmente inspirado em sua vida. “Estive em casa por um bom tempo e me adaptei novamente à vida em Los Angeles, perto da minha família”, contou à People.
Nick Reiner agora enfrenta duas acusações de homicídio qualificado. As acusações incluem uma alegação especial de que o crime foi cometido com uma “arma letal”, uma faca, conforme informado pelo promotor Nathan Hochman em uma coletiva de imprensa. Se condenado em todas as acusações, Reiner pode ser sentenciado à prisão perpétua sem possibilidade de liberdade condicional ou até à pena de morte. Hochman indicou que a decisão sobre pedir a pena de morte será influenciada pela vontade da família, um procedimento padrão em casos desse tipo.
De acordo com o subchefe de polícia Alan Hamilton, Nick não resistiu à prisão e foi encontrado em um local público próximo ao campus da Universidade do Sul da Califórnia. As autoridades não confirmaram se familiares forneceram informações que levaram à sua captura. O chefe de polícia Jim McDonnell não divulgou detalhes sobre a cena do crime, informando que algumas informações permanecerão em sigilo para não comprometer as investigações. Rob e Michele Reiner foram encontrados mortos no quarto do casal, conforme reportado pelo LA Times.