Roger Moreira, o filho adotivo de Cid Moreira, compartilhou uma carta em resposta à detenção de seu irmão, Rodrigo Radenzév Simões Moreira, que ocorreu na última segunda-feira (8/12) em São Pedro, interior de São Paulo. Rodrigo foi preso em flagrante sob acusações de tráfico de drogas e porte ilegal de arma, depois que sua ex-esposa fez um boletim de ocorrência alegando ameaças com um revólver e pediu uma medida protetiva.
No texto, enviado ao apresentador Arthur Pires, conhecido como Tutu do Camarote da Fofoca (LeoDiasTV), Roger explica que sua intenção não é justificar comportamentos criminosos ou violentos, mas sim oferecer um contexto sobre as dinâmicas familiares marcadas por abandono e falta de afeto. “Sou Roger, filho adotivo de Cid Moreira. E estou escrevendo não para justificar erros, crimes ou violências — pois nada disso tem justificativa —, mas para colocar em perspectiva histórias que começaram muito antes do que hoje se torna notícia”, expressou.
Roger descreve Cid Moreira como um profissional admirado, mas emocionalmente distante da família. “Cid foi um homem excepcional em sua carreira, admirado por milhões. Contudo, no ambiente familiar, ele foi um pai ausente, distante emocionalmente e, muitas vezes, severo em seus julgamentos”, disse.
Sobre Rodrigo, Roger menciona que ele, filho biológico de Cid, foi abandonado na infância. “Rodrigo, fruto de uma relação extraconjugal, foi deixado pelo pai quando tinha apenas três anos. Ele cresceu sem uma figura paterna, sem carinho e sem cuidado”, relatou, acrescentando que essa experiência de abandono pode levar a comportamentos autodestrutivos, embora não isente as responsabilidades pessoais.
A carta também menciona outros membros da família, como Jaciara, filha de Odimeia, e seu filho Alexandre, abordando questões de rejeição, problemas de saúde mental e mortes precoces. Roger destaca que essas histórias refletem os impactos da ausência emocional e do preconceito dentro da família.
Em relação à sua própria vivência, Roger afirma que sua relação com o pai adotivo foi marcada por expectativas e condicionamentos. “Fui adotado porque atendia ao padrão que ele queria: aparência, comportamento, utilidade. Enquanto eu cumpria suas expectativas, era aceito. Quando decidi viver minha vida de forma autêntica, fui rejeitado”, explicou.
Sobre a prisão do irmão, Roger expressa que se sente triste, mas não surpreso. “Ver Rodrigo envolvido em violência, drogas e armas não me surpreende — é uma profunda tristeza. Essas histórias não surgem do nada; são consequências de abandono, rejeição e falta de amor.”
Ele enfatiza que, embora nada justifique a agressão contra uma mulher, entender as origens das feridas não é relativizar crimes, mas sim romper ciclos de dor.
Roger finaliza a carta reafirmando seu apoio ao irmão neste momento desafiador. “Não posso abandonar meu irmão agora. Isso significaria repetir o abandono que ele enfrentou a vida toda. Estender a mão não é justificar erros — é uma tentativa de evitar que essa história de dor continue causando tragédias”, concluiu.
Em sua reflexão sobre o abandono emocional e suas consequências, Roger destaca: “Aprendi que o abandono mata lentamente — e me recuso a ser parte disso.”