Durante uma reunião ministerial realizada na Residência Oficial da Granja do Torto nesta quarta-feira (17/12), o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, fez um apelo ao Congresso Nacional, agradecendo aos presidentes da Câmara dos Deputados e do Senado pela aprovação de medidas econômicas discutidas nas duas Casas. O encontro contou com a presença dos líderes governamentais José Guimarães (Câmara), Jaques Wagner (Senado) e Randolfe Rodrigues (Congresso).
Haddad também minimizou as tensões existentes entre os poderes, especialmente em relação aos conflitos recentes entre o Planalto e os presidentes Davi Alcolumbre, do Senado, e Hugo Motta, da Câmara, que se intensificaram neste final de ano. “As tensões entre os poderes são naturais; é normal haver divergências, lutar por mais ou menos, buscar um meio-termo, negociar e sentar à mesa”, enfatizou o ministro. “Todos os projetos essenciais para o país que foram apresentados tiveram a condução dos presidentes e líderes, sendo apreciados de alguma forma pelos parlamentares”, completou.
A reunião ministerial tinha como objetivo avaliar o terceiro ano de governo e discutir as diretrizes para o próximo ano. Antes de Haddad, discursaram o presidente Lula, o vice-presidente Geraldo Alckmin e o ministro da Casa Civil, Rui Costa.
Em sua fala, o ministro destacou indicadores econômicos, como a redução do desemprego e a diminuição da pobreza no Brasil. Ele também se referiu à “herança” deixada por administrações anteriores. “O presidente encontrou um cenário fiscal caótico após sete anos de governos de direita e extrema direita. Esses grupos se apresentam como defensores da responsabilidade fiscal, mas é só olhar os números desses sete anos para ver que não há relação entre o que dizem e a realidade”, afirmou.