Em uma apresentação realizada nesta terça-feira (16), o Ministério de Portos e Aeroportos (MPor) anunciou um investimento aproximado de R$ 1,8 bilhão destinado a uma estratégia nacional que visa expandir, modernizar e aprimorar a infraestrutura aeroportuária. Esta nova carteira pública de projetos se aplica ao ciclo de 2026/2027 e tem como objetivo principal fortalecer a aviação regional, aumentar a conectividade aérea e atender à crescente demanda do setor, especialmente em áreas com pouca oferta de transporte aéreo.
Para este novo ciclo, o Mpor elaborou um conjunto de 34 novos projetos em 31 aeroportos, abarcando 16 estados. A estratégia é organizada em três frentes principais: 1) projetos que estão prontos para iniciar as obras, com um investimento previsto de R$ 531 milhões; 2) novos projetos prioritários que começarão a partir de 2026, totalizando mais de R$ 1 bilhão; e 3) iniciativas voltadas para regiões remotas e da Amazônia Legal, com aproximadamente R$ 250 milhões alocados.
A carteira anterior, que contava com cerca de R$ 1,4 bilhão em investimentos, abrangeu 65 projetos em 44 aeroportos, situados em 18 estados brasileiros.
O ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, destacou que esta nova carteira reforça o compromisso do Governo Federal com a integração nacional e o desenvolvimento regional. “Esses são investimentos estruturais que ampliam a presença do Estado, geram empregos, fortalecem a economia local e asseguram que o transporte aéreo chegue a quem mais precisa. A aviação regional é um componente estratégico para diminuir desigualdades e promover a integração do Brasil”, enfatizou o ministro.
Além das obras, o MPor, por meio da Secretaria Nacional de Aviação Civil (SAC), dará continuidade a uma agenda de estudos técnicos. Estão previstos, através de um Termo de Execução Decentralizado (TED), estudos de viabilidade técnica para 22 aeroportos, além de pesquisas sobre pavimentação para outros 17 e a prospecção de 9 novos aeroportos regionais em 6 estados. O intuito é garantir que os futuros investimentos estejam alinhados às necessidades regionais, à sustentabilidade e ao planejamento a longo prazo.
A secretária substituta de Aviação Civil, Clarissa Barros, enfatizou a relevância do planejamento técnico na consolidação da política pública. “Essa carteira representa uma visão estratégica fundamentada em dados, estudos e diálogo com estados e municípios. Nosso objetivo é assegurar que cada investimento produza um impacto real na conectividade, na segurança operacional e no desenvolvimento das áreas atendidas”, afirmou.
Os investimentos em estações meteorológicas automáticas de superfície também estão em andamento, abrangendo 20 aeroportos regionais em 13 estados. As instalações já começaram em Patos (PB), Sobral (CE) e Barcelos (AM), com um investimento aproximado de R$ 4,8 milhões em cada local.
“Estamos modernizando não apenas os aeroportos, mas também a maneira como o Estado planeja, projeta e executa obras públicas. Isso resulta em maior eficiência, transparência e melhor aplicação dos recursos públicos”, concluiu o ministro Silvio Costa Filho.