O Corinthians permanece sem a possibilidade de registrar novos atletas. Além da proibição imposta pela FIFA devido a uma dívida relacionada à contratação do defensor Félix Torres, o clube também enfrenta sanções da CBF (Confederação Brasileira de Futebol).
A entidade responsável pelo futebol nacional aplicou uma restrição nas transferências ao Corinthians em virtude do atraso no pagamento de uma parcela estabelecida pela CNRD (Câmara Nacional de Resolução de Disputas). O montante em questão ultrapassa R$ 7 milhões.
Em outubro, a CBF informou que a administração do Corinthians atrasou por três dias o pagamento da segunda parcela da CNRD, que incluía, entre outros valores, R$ 788.332,82 referentes à dívida com o Cuiabá pela transferência do volante Raniele.
“Ao constatar o não pagamento pelo SC Corinthians dentro do prazo estipulado na Ordem Processual nº 3, que fixava o vencimento da segunda parcela para 17/10/2025, aplica-se a sanção de proibição de registro de novos jogadores pelo período de seis meses”, afirma a decisão.
Após a aplicação da punição, o Corinthians argumentou que, segundo sua interpretação, poderia enviar o comprovante do pagamento até cinco dias após a data limite do boleto. Em resposta à posição da CBF, a diretoria corintiana quitou a parcela no dia 20 de outubro e contatou a entidade para solicitar a revogação da proibição, o que ainda não ocorreu.
Em comunicação com o clube, a CBF pediu que o Corinthians garantisse o pagamento da próxima parcela dentro do prazo estipulado, que ocorre em janeiro. Fontes próximas à diretoria acreditam que a entidade pode estar aguardando o vencimento do próximo boleto para, caso o pagamento seja realizado, considerar a retirada da punição.
O Timão questiona a atitude da CBF e acredita que a sanção deveria ter sido cancelada imediatamente após o pagamento da segunda parcela, citando a prática da FIFA em circunstâncias semelhantes. Além disso, o clube discorda da extensão da punição às categorias de base. A decisão de deslocar jogadores do elenco profissional, como Luiz Gustavo Bahia, Thomas Lisboa, Gui Amorim e João Vitor Jacaré, para a disputa da Copinha está atrelada à impossibilidade de registrar atletas vindos de outros clubes.
Fontes da diretoria corintiana afirmam que não houve qualquer comunicação oficial indicando um prazo para o término da punição, que atualmente impõe seis meses de restrição ao registro de novos jogadores. Se conseguir reverter as sanções, o Corinthians planeja agir de forma estratégica no mercado de transferências, priorizando contratações por empréstimo e a negociação de jogadores livres. A diretoria do Timão também se comprometeu a reduzir os custos do futebol, especialmente em relação à folha salarial, que é uma das mais elevadas do país.