A greve nacional dos trabalhadores da Petrobras, que começou na última segunda-feira (15/12), resultou em paradas em várias unidades estratégicas da empresa em diversas partes do Brasil. De acordo com a Federação Única dos Petroleiros (FUP), a mobilização impacta 24 plataformas e oito refinarias da companhia, incluindo instalações em Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo e Paraná.
Além disso, a paralisação abrange plataformas offshore, áreas de produção terrestre, terminais, unidades de gás natural e subsidiárias da empresa. Nas plataformas da Bacia de Campos, a greve se espalhou por diversas unidades, levando trabalhadores a desembarcar de algumas delas como parte da ação.
O movimento foi iniciado por tempo indeterminado após o insucesso nas negociações do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) de 2025. Os trabalhadores rejeitaram a contraproposta da Petrobras, considerando que as condições apresentadas não atendiam às suas demandas.
A mobilização acontece em meio a discussões sobre a solução para o déficit do fundo de pensão Petros, a reposição de direitos que foram retirados nos últimos anos e reivindicações voltadas para a valorização da estatal e de seu pessoal, que foram destacados como pontos centrais da pauta de reivindicações.
Em um comunicado, a Petrobras informou que, até o momento, a greve não causou impacto na produção de petróleo e derivados, devido à implementação de planos de contingência para manter as operações essenciais e garantir o abastecimento ao mercado. A estatal enfatizou que os estoques e o fluxo de produção permanecem estáveis, mesmo diante da mobilização dos trabalhadores.
Fique por dentro das notícias do Brasil no seu WhatsApp! Acesse o canal de notícias do Metrópoles no WhatsApp.
Receba atualizações do Metrópoles no seu Telegram! Acesse o canal de notícias no Telegram.