Um produto destinado à perda de peso, que foi indicado a atletas do São Paulo, foi distribuído de maneira irregular, desrespeitando as diretrizes da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Conhecida como caneta emagrecedora, essa substância estava sendo comercializada por um indivíduo sem autorização legal para operar no Brasil.
O medicamento, chamado Mounjaro, era oferecido mediante pagamento imediato, sem a necessidade de receita médica, e a um preço elevado. O vendedor afirmava que o produto era importado, o que inviabiliza sua venda regular no país. Estudos indicam que pacientes que interrompem o uso de Mounjaro tendem a recuperar peso e apresentar deterioração nos índices cardiometabólicos.
Conforme informações do UOL, o fornecedor mencionou que o medicamento era destinado a jogadores do São Paulo e também a associados da diretoria do clube. Entretanto, ao perceber que estava se comunicando com um jornalista, alterou sua narrativa, negando a venda e alegando que havia trazido apenas algumas unidades como um favor para amigos.
Apesar dessa nova versão, a investigação revelou a identidade dos indivíduos que estavam recebendo os pagamentos relacionados às indicações feitas dentro do clube. O responsável utilizava uma linguagem comum em vendas, mencionando a escassez do produto, divulgando promoções e compartilhando materiais com instruções sobre o uso das canetas.
A Anvisa declarou que a comercialização de medicamentos por pessoas físicas é considerada irregular, enfatizando que apenas farmácias ou drogarias autorizadas podem realizar tais vendas. O São Paulo, por sua vez, afirmou não ter conhecimento da origem do produto, iniciou uma investigação interna e rompeu a parceria com o médico implicado.
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