O São Paulo Football Club está passando por significativas transformações em sua diretoria de base ao final deste ano. Recentemente, foi decidido que Marcos Biasotto, que atuava como executivo na base, deixará seu cargo em Cotia para se juntar à equipe de dirigentes do time principal. Além disso, na segunda-feira (15), uma controvérsia emergiu, agitando ainda mais a estrutura organizacional.
De acordo com áudios obtidos pelo “Globo Esporte”, Douglas Schwartzmann, que ocupava o cargo de diretor adjunto da base, e Mara Casares, ex-companheira do presidente Julio Casares, foram implicados em um esquema de venda clandestina de camarotes no Morumbi. Diante da repercussão, Schwartzmann solicitou licença de sua função.
O Lance! buscou esclarecer como ficará a liderança em Cotia a partir deste momento. A reportagem apurou que Biasotto continuará com suas responsabilidades, focando na “transição de atletas”, o que envolve a supervisão das promoções de jovens jogadores para o elenco profissional, reportando-se a figuras como Rui Costa e Muricy Ramalho. O clube ainda está avaliando opções para preencher a vaga deixada por Biasotto.
Enquanto isso, Francesco Moretto, que também é diretor adjunto da base, permanece em Cotia, atuando normalmente.
Douglas Schwartzmann é conselheiro e diretor adjunto da base do São Paulo. Em 2014, ele assumiu o cargo de diretor de comunicação do clube, e no ano seguinte, foi vice-presidente de Marketing e Comunicação. Em 2021, no entanto, ele se tornou o centro de uma controvérsia significativa. Na época, como secretário geral do clube, Schwartzmann foi investigado pelo Ministério Público por suspeitas de fraude e lavagem de dinheiro relacionadas à gestão de Carlos Miguel Aidar. Em 2022, ele e outros envolvidos foram absolvidos pela Justiça. O MP havia indicado que existiam indícios de irregularidades durante seu tempo à frente do marketing, além de ligações com possíveis manobras de lavagem de dinheiro.
Após a revelação da reportagem do Globo, o São Paulo anunciou que tomará as devidas providências e que tanto Douglas quanto Mara pediram licença de seus cargos.