Relatos de testemunhas indicam que uma criança de 5 anos, residente na casa que desabou no bairro Morro de São Francisco, em Sabará, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, ficou presa sob os escombros por aproximadamente 40 minutos, sendo retirada com a ajuda de moradores locais. No total, cinco pessoas foram afetadas pelo colapso da estrutura.
O menino e um adulto estavam soterrados, e a criança necessitou de reanimação, sendo intubada e levada ao Pronto-Socorro João XXIII, em Belo Horizonte. Ana Paula Sousa Batista, uma cozinheira de 45 anos que vive nas proximidades, descreveu como acordou com o estrondo do desabamento por volta das 5h. “O barulho foi imenso. Fiquei assustada e ouvi a mãe do menino gritando. Corri para ver o que havia acontecido, e logo os vizinhos começaram a chegar. Todos se uniram para remover tijolos e ferros que estavam sobre ele. Ele ficou cerca de 40 minutos soterrado”, contou.
Uma criança mais velha conseguiu escapar, mas o menino de 5 anos não teve a mesma sorte. “O mais velho ouviu o barulho e conseguiu sair. O pequeno não teve essa sorte. A mãe dele pedia ajuda o tempo todo. Se não fosse por nossos vizinhos, talvez ele não tivesse sobrevivido”, observou. O menino foi retirado inconsciente dos escombros e, conforme Ana Paula, o Corpo de Bombeiros chegou rapidamente ao local para prestar os primeiros socorros.
“Eles foram rápidos e iniciaram a reanimação. Fizeram massagem cardíaca por cerca de 45 minutos até que ele voltasse a respirar. E ele voltou, graças a Deus”, relatou. Desde a tarde de segunda-feira (16), a região enfrenta chuvas intensas, e o secretário de Defesa Civil de Sabará, coronel Flávio Godinho, confirmou que a casa estava situada em uma área de risco.
O coronel também informou que estão previstos R$ 10 milhões em recursos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) para intervenções na área afetada pelo desabamento. Moradores expressam preocupação com a possibilidade de novos deslizamentos, especialmente devido ao terreno acidentado e às chuvas contínuas.
“É só barranco. Quando chove, a terra desce, é um perigo. Nunca vi algo assim tão próximo, ainda mais envolvendo uma criança de 5 anos. Tenho um filho de 10 anos e todos nós estamos muito assustados. O bairro inteiro está em pânico”, afirmou Ana Paula.