No último domingo (14), um tiroteio devastador durante uma celebração judaica de Hanukkah na praia de Bondi, na Austrália, deixou um saldo trágico de 15 mortos e vários feridos. As autoridades locais estão tratando o incidente como um ato de terrorismo.
Os atacantes, Sajid e Naveed Akram, um pai de 50 anos e seu filho de 24, foram identificados. O mais velho perdeu a vida durante o ataque, enquanto o mais jovem permanece hospitalizado. Até o presente momento, as autoridades e a imprensa revelaram os nomes de nove das 15 vítimas civis que foram alvo dessa violência em Bondi Beach, Sydney.
Entre as vítimas, Matilda, a mais jovem, foi baleada na frente de sua irmã Summer, de apenas seis anos, enquanto desfrutavam das festividades. Eli Schlanger, um rabino de 41 anos que desempenhou um papel crucial na organização do evento, também foi morto. Ele deixa uma esposa e cinco filhos, o mais novo com apenas seis semanas de idade. O rabino Menachem Dadon, cuja filha sobreviveu ao ataque, disse que segurou Schlanger enquanto ele falecia.
Yaakov Levitan, outro rabino, também foi uma das vítimas fatais, conforme confirmado pelo Chabad. Ele era secretário do centro Sydney Beth Din, localizado em Bondi Beach. Alex Kleytman, de 87 anos, a vítima mais velha do tiroteio, era um sobrevivente do Holocausto. Peter Meagher, um ex-policial e voluntário, estava atuando como fotógrafo freelancer no evento.
Tibor Weitzen, de 78 anos, foi identificado como uma das vítimas, tendo morrido enquanto tentava proteger uma amiga da família, que também não sobreviveu. Dan Elkayam, um cidadão francês de 27 anos e engenheiro que havia se mudado para a Austrália há um ano, foi reconhecido entre as vítimas pelo presidente francês Emmanuel Macron, que lamentou sua perda.
Por último, Marika Pogany, de 82 anos, estava na primeira fila do evento quando foi baleada. Ela era uma dedicada voluntária do programa Meals on Wheels, tendo recebido diversos prêmios por seu serviço à comunidade judaica, após ter entregue mais de 12.000 refeições kosher.
As idades das vítimas variavam entre 10 e 87 anos, incluindo cidadãos franceses, eslovacos e israelenses.