Durante sua coletiva de despedida do Cruzeiro, realizada na tarde desta segunda-feira (15) na Toca da Raposa, Leonardo Jardim deixou em aberto a possibilidade de voltar a integrar a equipe celeste no futuro, mesmo que sua função não seja a de treinador. Ao ser indagado sobre um possível retorno ao clube, talvez como manager ou CEO, o técnico português adotou uma postura cautelosa.
“O que o futuro nos reserva, como dizem, está nas mãos de Deus. Nunca se sabe o que pode acontecer. Neste momento, a estrutura do clube já está consolidada e não precisa da minha presença. Acredito que a base é sólida”, comentou.
Entretanto, Jardim reforçou que Pedro Lourenço e sua família podem sempre contar com seu apoio, inclusive em compromissos fora do campo, já tendo até uma data marcada para voltar a Belo Horizonte. “Minha relação com a família continuará firme. Estarei aqui em março para um casamento e outros compromissos com pessoas queridas. Com certeza, estarei 100% à disposição para tudo que precisarem. Conversei com o Pedrinho e disse que, se ele precisar de algo, é só avisar que estarei aqui para ajudar”, disse.
O treinador também enfatizou que a Sociedade Anônima do Futebol (SAF) já tinha conhecimento sobre a possibilidade de encerrar seu contrato ao fim da temporada. “Isso não é uma decisão que surge de uma hora para outra. O presidente já estava ciente disso, e foi com esse entendimento que vim para cá. Eu queria viver essa experiência no futebol brasileiro, mas não tinha certeza de quanto tempo estaria aqui. Por isso, sempre mencionei que não sabia se ficaria muito tempo no cenário brasileiro”, acrescentou.
Ao final da coletiva, Jardim se despediu dos jornalistas, deixando uma mensagem de ‘até breve’. “Agradeço a todos vocês. Vocês foram parceiros, especialmente aqueles que acompanharam o dia a dia do Cruzeiro. Peço desculpas por qualquer coisa e deixo um até breve ou até um dia. Obrigado”, finalizou.
Leonardo Jardim revelou que questões familiares e o desgaste físico e mental foram os motivos que o levaram a deixar o Cruzeiro. No total, ele dirigiu a equipe em 58 jogos, conquistando 27 vitórias, 19 empates e 12 derrotas, resultando em um aproveitamento de 57,4%. Sob sua liderança, o Cruzeiro finalizou o Campeonato Brasileiro em terceiro lugar, garantindo uma vaga direta na Libertadores após seis anos fora da competição. O time também alcançou as semifinais da Copa do Brasil, sendo eliminado pelo Corinthians nos pênaltis.