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Cruzeiro e Corinthians: Marcelo Ramos recorda o gol mais veloz de sua trajetória e a ‘transformação’ na carreira

Foto: Uarlen Valerio

No início do duelo daquela tarde de domingo, 27 de agosto de 1995, quando o árbitro apitou, Roberto Gaúcho iniciou sua corrida sob o sol da Pampulha. Ao driblar um jogador do Corinthians e acelerar em direção ao ataque, Marcelo Ramos já tinha um plano em mente. “Quando ele passou pelo adversário, eu já estava entrando na área”, relembra. O camisa 7, ágil e veloz como uma flecha, seguiu a jogada com atenção, quase prevendo o desfecho.

Roberto Gaúcho avançou um pouco mais e fez o cruzamento na área. Marcelo Ramos, já posicionado, saltou mais alto que o zagueiro e cabeceou a bola, que balançou as redes do goleiro Ronaldo. O relógio marcava apenas 13 segundos. Esse foi o gol mais rápido da carreira do atacante, que ajudou o Cruzeiro a conquistar a vitória sobre o Corinthians por 2 a 0 no Campeonato Brasileiro. Marcelo ainda anotou mais um gol, também no primeiro tempo, ao driblar Ronaldo e celebrar com os mais de 20 mil torcedores cruzeirenses presentes no Mineirão.

“Esse jogo tem um significado especial para mim. Não só pelo gol mais rápido da minha carreira, mas também porque marcou uma mudança na minha relação com a imprensa e com a torcida. Meu Campeonato Mineiro não foi dos melhores, e a partir dessa partida, comecei a ganhar confiança. O (treinador) Ênio Andrade teve um papel crucial nessa transformação e na minha jornada no Cruzeiro. Ele me apoiou”, recorda Marcelo Ramos.

Desde aquele jogo contra o Corinthians, o Flecha Azul, como é carinhosamente conhecido pelos torcedores, consolidou seu lugar no time titular e formou um ataque letal ao lado de Roberto Gaúcho e Paulinho McLaren. A trajetória de Marcelo com a camisa celeste é notável.

Como o quinto maior artilheiro da história do Cruzeiro, ele balançou as redes 162 vezes em 360 jogos e conquistou 14 títulos—ficando atrás apenas de Ricardinho, que possui 15 troféus—, incluindo a Copa do Brasil de 1996 e a Copa Libertadores de 1997, além de cinco campeonatos estaduais. O baiano ainda fez parte da equipe que conquistou a Tríplice Coroa em 2003, transferindo-se para o Japão em abril daquele ano, mas saiu a tempo de participar de todas as competições.

Expectativa para os confrontos
Marcelo Ramos aguarda com ansiedade o confronto entre Cruzeiro e Corinthians na Copa do Brasil. As equipes se enfrentam nesta quarta-feira (10/12), às 21h30, no Mineirão, e a partida de volta ocorrerá no domingo (14/12), às 18h, na Neo Química Arena. O ídolo da torcida azul esteve presente em jogos memoráveis entre os dois times, sendo um dos jogadores, ao lado de Marcelinho Carioca, que mais marcou gols nos duelos, com um total de seis.

Algumas lembranças são menos agradáveis, como o empate no primeiro jogo da final do Campeonato Brasileiro de 1998, onde o Cruzeiro, com mais de 90 mil torcedores presentes, liderou com 2 a 0, mas sofreu dois gols em três minutos. No segundo jogo, o Corinthians estava vencendo por 1 a 0 e poderia garantir o título, não fosse a entrada de Marcelo Ramos no segundo tempo, que marcou um gol e levou a decisão para o terceiro jogo, onde o título ficou com o alvinegro paulista.

Contudo, entre os bons momentos, destaca-se a campanha vitoriosa na Copa do Brasil de 1996. Em abril, no primeiro jogo das quartas de final, o Cruzeiro venceu por 4 a 0. Embora não tenha marcado na ocasião—anotando um gol na partida de volta no Pacaembu—, Marcelo elogia a atuação coletiva do time naquela noite.

“Foi um jogo incrivelmente marcante, em um antigo Independência lotado. Às vezes, você não faz um gol, mas contribui de outras maneiras. O resultado nos deu uma grande vantagem e, no Pacaembu, conseguimos suportar a pressão. Perdemos por 3 a 2, com gols meus e de Roberto Gaúcho, e seguimos em frente”, conta o ex-jogador, que defendeu o Corinthians em 2004, mas sua temporada foi prejudicada por uma lesão que o afastou dos campos por seis meses.

Para o futuro…
Convidado por torcedores de Unaí, Marcelo Ramos acompanhará o primeiro jogo da semifinal da Copa do Brasil em um evento na região Noroeste de Minas. O Flecha Azul acredita que a Raposa vive um “momento um pouco mais favorável, mas em mata-mata, a tensão é constante”. “Serão duas partidas grandiosas”, afirma. Para ele, a equipe de Leonardo Jardim apresenta semelhanças com os times de sua época: “Técnica, determinação, entrega e competitividade”.

Quanto aos jogadores que podem decidir o confronto a favor do Cruzeiro, Marcelo destaca o treinador português e o atacante Kaio Jorge, artilheiro e destaque da equipe na temporada, como os protagonistas de um grupo que se destaca pela coesão.

“O Jardim tem controle total do grupo, sem polêmicas. O Kaio Jorge se movimenta muito e comete poucos erros. Ele tem o estilo de centroavante que eu aprecio. A torcida, o elenco e a diretoria estão todos alinhados, e a presença de 60 mil torcedores no Mineirão fará toda a diferença”, garante Marcelo Ramos.

Darwin Andrade – Jornalista do JMV News
Jornalista

Darwin Andrade