Um grupo de torcedores organizados do Atlético promoveu um protesto nas imediações da Arena MRV antes da partida deste domingo (7) contra o Vasco, que marca a 38ª e última rodada do Campeonato Brasileiro. Várias faixas foram penduradas nas ruas que cercam o estádio, evidenciando a insatisfação da torcida.
Os principais alvos das críticas foram os dirigentes do clube, com menções a Paulo Bracks, Chief Sports Officer (CSO) do Atlético, e ao ex-goleiro Victor Bagy, que atualmente ocupa o cargo de diretor de futebol, cujos nomes foram destacados nas mensagens de protesto.
Diferentemente de manifestações anteriores, desta vez, os jogadores também foram alvo da indignação dos torcedores. Uma das faixas exibia a frase: “Jogadores, respeitem a torcida e honrem a camisa”.
A mobilização foi organizada pela torcida GDR Alvinegra. Além das faixas, a torcida planejou uma caminhada que começaria na sede do grupo, localizada no Bairro Califórnia, rumo à esplanada da Arena MRV, antes do início do confronto com o Vasco.
Dentro da Arena MRV, assim como ocorreu na partida anterior contra o Palmeiras, a faixa da torcida GDR estava posicionada de cabeça para baixo, atrás de um dos gols.
A insatisfação da organizada se intensificou devido à fraca performance do Atlético no Brasileirão, que chegou à última rodada, pelo segundo ano consecutivo, com risco (mesmo que remoto) de rebaixamento. O descontentamento se agravou após a derrota para o Lanús nos pênaltis na final da Copa Sul-Americana.
Para complicar ainda mais a situação, com a derrota para o Palmeiras e a vitória do São Paulo sobre o Internacional, o Atlético perdeu a chance de se classificar para a Libertadores de 2026. Isso marca apenas a segunda vez desde 2012 que o clube ficará dois anos seguidos sem participar da competição.