Após receber acusações de agressão, Dado Dolabella se dirigiu a uma delegacia no Rio de Janeiro para solicitar uma medida cautelar contra sua ex-companheira, Marcela Tomaszewski.
De acordo com a defesa do ator, Marcela está agora proibida de fazer qualquer tipo de contato com ele. Nesta manhã, Dado formalizou um pedido de afastamento na 14ª DP, localizada no Leblon, visando impedir que Marcela se comunique com ele por meio de ligações ou mensagens de texto. “A medida se tornou essencial, pois, mesmo após a divulgação de acusações e a ampla exposição da situação, sua ex-namorada tentou estabelecer contato através de mensagens”, informou uma nota enviada a Splash.
A defesa de Dado também enfatizou que é falsa a informação sobre um pedido de prisão contra o ator. “Não há registro de qualquer solicitação de prisão na 14ª Delegacia”, esclareceu.
Atualmente na Europa, Marcela, em contato com a Splash, afirmou que ainda não foi notificada sobre a medida, mas já declarou que pretende denunciá-lo por violência doméstica ao retornar ao Brasil. “Quando voltar, vou precisar de uma medida protetiva, pois ele está no Brasil. Ele diz que tudo é minha culpa, que nada aconteceu, que só me afastou, que não me empurrou nem me segurou”, disse em um vídeo enviado ao Domingo Espetacular.
Dado nega as alegações e divulgou um vídeo ao lado de sua advogada, Mara Damasceno, mostrando supostas conversas que indicariam que Marcela teria iniciado a agressão durante uma discussão que ganhou destaque na internet.
Relembrando o caso, no final de outubro, Marcela anunciou o término do relacionamento, mas logo voltou atrás. Em entrevista à Splash, ela mencionou que o término ocorreu após um “desentendimento entre o casal”. Horas depois, ambos apareceram juntos, desmentindo a separação.
Uma amiga de Marcela acusou Dado de agressão, apresentando evidências fotográficas de hematomas que ela alegou terem sido causados pelo ator. “Não adianta mexer com quem tem apoio. Você será preso, seu covarde! E você, Marcela, que me bloqueou por ter pedido que apagasse os stories mentindo sobre a agressão, vou compartilhar tudo o que você me enviou a respeito”, declarou Rafaela Clemente, amiga da Miss, cujas postagens foram repercutidas por Luana Piovani.
O advogado de Marcela afirmou que ela foi coagida por Dado e pela advogada do ator a negar as agressões. Após essas alegações, a advogada de Dado, Fernanda Tripode, decidiu se afastar do caso, citando a “suposta coação” e as “informações conflitantes” apresentadas pelo casal. No dia seguinte, Diego Candido, que representava Marcela, também deixou o caso após ela optar por não prosseguir com a denúncia, mesmo ciente de seus direitos.
Em uma entrevista conjunta ao Domingo Espetacular, Dado e Marcela negaram as acusações de agressão. “As marcas vermelhas são consequência da minha pele clara, descendente de polonês. Quando fico estressada, me irrito e isso acontece. Nunca protegeria um agressor, de forma alguma”, afirmou Marcela. Embora tenha reconhecido ter enviado mensagens a amigos alegando ter sido agredida, justificou que isso ocorreu em um “momento de nervosismo”.
Dias após a exibição do programa, no entanto, Marcela divulgou um vídeo onde Dado admite tê-la afastado pelo pescoço. Nas imagens, gravadas aparentemente dentro de um carro, é possível ouvir Dado afirmando: “…a cabeça, como você fez em mim. Você me deu um tapa na cara. Eu te afastei pelo pescoço para você sair de perto de mim. Você sabe disso”.
Marcela confirmou o fim do relacionamento com Dado, viajou para a Europa e justificou sua decisão com o medo que sentia dele. Em entrevista à Record, relatou ter sido agredida e que anteriormente se sentiu pressionada a negar o episódio de violência.
Veja a declaração integral:
Hoje, Dado Dolabella apresentou formalmente um pedido de medida cautelar de afastamento, que proíbe sua ex-namorada de qualquer forma de contato, incluindo ligações e mensagens por aplicativos. A medida se fez necessária devido ao fato de que, mesmo após o caso ter sido amplamente divulgado, Marcela ainda tentou se comunicar com ele.
Vale ressaltar que a legislação brasileira não prevê medidas protetivas para homens, o que impossibilitou a defesa de solicitar esse tipo de proteção. Dado também apresentou informações detalhadas sobre as alegações feitas contra ele, esclarecendo cada ponto.
Além disso, é falso que exista um pedido de prisão contra Dado. Não há registro de tal solicitação na 14ª Delegacia. A defesa de Marcela, por sua vez, já declarou publicamente que ela pretende solicitar uma medida protetiva, que provavelmente será concedida, já que esse tipo de medida possui caráter preliminar e não exige a comprovação de um crime ou uma investigação aprofundada.
Lamentamos que medidas protetivas possam ser mal utilizadas, inclusive com interesses midiáticos. Repudiamos o uso inadequado da lei, que deveria servir para proteger mulheres realmente ameaçadas, e não para sustentar narrativas públicas que não correspondem à realidade.
Em caso de violência, denuncie
Se você presenciar um ato de agressão contra mulheres, ligue para 190 e faça a denúncia.
Casos de violência doméstica são, em sua maioria, cometidos por parceiros ou ex-companheiros, mas a Lei Maria da Penha também se aplica a agressões cometidas por familiares.
As denúncias podem ser feitas pelo telefone 180 — Central de Atendimento à Mulher — ou pelo Disque 100, que apura violações aos direitos humanos.
O aplicativo Direitos Humanos Brasil e a página da Ouvidoria Nacional de Direitos Humanos (ONDH), vinculada ao Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos (MMFDH), também são recursos disponíveis. Vítimas de violência doméstica podem formalizar denúncias até seis meses após o ocorrido.