Após um hiato de seis anos, o Cruzeiro retorna à Libertadores. A equipe conquistou sua vaga na fase prévia do torneio ao garantir uma posição no G7 do Campeonato Brasileiro 2025. Além disso, o time celeste está muito próximo de assegurar uma vaga direta na fase de grupos, por meio do G5 do Brasileiro.
A Libertadores é um dos maiores anseios da torcida cruzeirense, e foram as memoráveis apresentações no torneio continental que renderam ao clube o apelido de “La Bestia Negra” na América do Sul. O TEMPO Sports relembra agora 10 momentos que marcaram a história do Cruzeiro na Libertadores.
Após a disputa da final do Campeonato Brasileiro em 1975, Cruzeiro e Internacional se reencontraram no ano seguinte, mas agora pela fase de grupos da Libertadores. A Raposa entrou em campo com sede de revanche, já que na decisão do ano anterior, o Colorado havia sido o vencedor, conquistando o título com um gol de 1 a 0. E foi nesse torneio continental que o time azul conseguiu se redimir.
Na sua estreia na ‘Liberta’, em 7 de março, no Mineirão, as duas equipes se enfrentaram em um jogo eletrizante. A equipe estrelada triunfou por 5 a 4, com destaque para Joãozinho e Palhinha, que marcaram dois gols cada.
Após liderar seu grupo na fase inicial da competição, o Cruzeiro avançou às semifinais da Libertadores de 1976. No dia 12 de maio, o time celeste goleou o Alianza Lima (PER) por 4 a 0 no jogo de ida, realizado no Peru.
No dia seguinte, uma tragédia abalou a equipe: o atacante Roberto Batata, que já havia marcado mais de 100 gols pelo Cruzeiro, sofreu um acidente fatal na Rodovia Fernão Dias, enquanto se dirigia a Três Corações para visitar sua esposa e filho.
A perda de Roberto devastou o elenco, e no jogo de volta, no Mineirão, o time prestou uma homenagem justa ao goleiro ao golear o rival por 7 a 1, com os sete gols simbolizando a camisa número sete que o atacante usava.
Após a vitória sobre o Alianza Lima, a Raposa enfrentou o River Plate (ARG) na final da Libertadores de 1976. Na época, a final era disputada em até três partidas. O primeiro jogo, realizado no Mineirão, terminou em uma impressionante goleada de 4 a 1 a favor do Cruzeiro. No segundo, em Buenos Aires, o River Plate venceu por 2 a 1, levando a decisão a um terceiro confronto.
O jogo decisivo ocorreu no Estádio Nacional de Santiago, no Chile. O Cruzeiro começou bem, abrindo 2 a 0, mas em cinco minutos, o River empatou. Quando tudo parecia se encaminhar para a disputa de pênaltis, uma falta frontal perto da área foi marcada aos 43 minutos do segundo tempo.
A expectativa era alta, pois o lateral-direito Nelinho era conhecido por suas cobranças de falta. No entanto, de forma surpreendente, o atacante Joãozinho assumiu a responsabilidade e, com um chute preciso, colocou a bola no ângulo, fazendo a torcida celeste explodir de alegria. O placar final foi Cruzeiro 3, River Plate 2, garantindo ao clube seu primeiro título da Libertadores.
Depois de vencer a Copa do Brasil em 1993, o Cruzeiro se classificou para a Libertadores de 1994. Na fase de grupos, teve a chance de enfrentar o temido Boca Juniors (ARG), com o primeiro jogo realizado na famosa La Bombonera, onde vitórias brasileiras eram raras. Contudo, a Raposa não se intimidou e venceu por 2 a 1, com gols de Paulo Roberto e Roberto Gaúcho.
Na partida de volta, no Mineirão, o Boca saiu na frente, mas o Cruzeiro empatou com Luís Fernando Flores ainda no primeiro tempo. Na segunda etapa, Ronaldo Fenômeno, ainda jovem, brilhou ao driblar três adversários e marcar um gol decisivo, garantindo a vitória e a classificação ao time azul.
Após conquistar a Copa do Brasil em 1996, o Cruzeiro se qualificou para a Libertadores de 1997, onde enfrentou um início desastroso com três derrotas consecutivas. Sob a liderança do técnico Paulo Autuori, o time se reergueu, vencendo os últimos três jogos e avançando às oitavas de final.
Com moral elevado, o Cruzeiro eliminou El Nacional (EQU), Grêmio e Colo-Colo (CHI), até chegar à final. Após um empate sem gols no Peru com o Sporting Cristal, o time celeste disputou o título em um Mineirão lotado. Após um primeiro tempo tenso, o jogo se abriu no segundo.
Um momento crucial ocorreu quando Dida fez uma defesa espetacular em um chute de dentro da pequena área. Poucos minutos depois, Elivelton arriscou um chute de fora da área, que foi mal defendido pelo goleiro peruano, levando o Mineirão à loucura e garantindo o bicampeonato da Libertadores.
Após mais um título na Copa do Brasil, em 2000, o Cruzeiro teve direito a participar da Libertadores. Com uma campanha notável na fase de grupos, onde conquistou 16 pontos, o time estrelado avançou, mas foi eliminado pelo Palmeiras nas quartas de final, em um confronto marcado por polêmicas de arbitragem.
Em 2009, o Cruzeiro teve um desempenho impressionante ao eliminar o São Paulo e o Grêmio até chegar à final contra o Estudiantes (ARG). O primeiro jogo, realizado em La Plata, terminou empatado em 0 a 0, com uma excelente atuação do goleiro Fábio. No jogo de volta, após um primeiro tempo tenso, o Cruzeiro abriu o placar, mas o Estudiantes virou o jogo, conquistando o título e deixando a torcida celeste decepcionada.
Depois de vencer a Copa do Brasil em 2018, o Cruzeiro voltou à Libertadores em 2019, com uma fase de grupos sólida. No entanto, nas oitavas de final, enfrentou o forte River Plate (ARG) e, após dois empates sem gols, foi eliminado nos pênaltis, marcando o início de uma série de dificuldades que culminariam com o rebaixamento do clube para a Série B do Brasileiro. O retorno à elite do futebol brasileiro só ocorreu em 2022.
Reveja as últimas participações do Cruzeiro na Libertadores após o título de 1997.