Ao mencionar o Complexo da Pampulha, é comum lembrar de Juscelino Kubitschek, seu idealizador. Contudo, foi Otacílio Negrão de Lima quem idealizou a lagoa que se transformou em um ícone da cidade. Em 1936, durante sua gestão como prefeito de Belo Horizonte, ele iniciou o projeto de represamento do Ribeirão Pampulha, visando não apenas o controle de enchentes, mas também a melhoria no abastecimento de água da capital mineira. As obras foram finalizadas em 1943, já sob a administração de JK.
Além das renomadas construções de Oscar Niemeyer, a Lagoa da Pampulha abriga curiosidades como as capivaras. Em 2018, a Prefeitura de Belo Horizonte implementou um manejo para esses roedores, cuja origem na região é incerta. As capivaras passaram por esterilização, foram identificadas com chips, receberam tratamento contra carrapatos e foram submetidas a exames, sendo então soltas novamente em seu habitat natural.
Os jacarés, por sua vez, adquiriram fama entre os habitantes e visitantes da Pampulha. Muitos acreditam que a lagoa seja lar de apenas um famoso réptil, que parece engordar a cada ano e vive serenamente. No entanto, a família de jacarés é bem maior; em 2019, a Prefeitura de Belo Horizonte registrou a presença de 16 desses animais na área.